Save the Children lança Vidas Curtas: Sobrevivência e desenvolvimento da Criança em Moçambique
A Save the Children, uma organização não governamental, lança na próxima sexta-feira, o livro “Vidas Curtas: Sobrevivência e desenvolvimento da Criança em Moçambique ”, no Hotel Avenida, cidade de Maputo.
O livro a ser lançado no dia 16, pelas 08:30 horas, é composto por entrevistas realizadas com mais de 90 meninas e meninos de diversas regiões do País, nas quais as crianças falam dos problemas que enfrentam no seu dia-a-dia, no que se refere a saúde, educação, ao casamento precoce e a maternidade, alimentação e água potável; sobre o papel que têm a desempenhar para garantir que todas as crianças vivam por muito tempo, felizes, saudáveis e com uma vida produtiva, e também sobre o papel que os adultos têm com vista ao seu bem-estar.
“A questão da sobrevivência infantil é um dos desafios mais obstinados e de longa data que o mundo enfrenta, hoje. É um problema que tem sido abordado de forma não equitativa em diferentes países. De cerca de nove milhões de crianças que morrem antes de cinco anos, anualmente, no mundo, mais de 50 por cento estão localizadas na África Subsahariana. Enquanto 138 crianças em cada 1000 nascidas em Moçambique, nunca vão alcançar o seu quinto aniversário”, defende a Save the Cildren, no estudo.
Entre várias questões críticas, as crianças referem que “o consumo de bebidas alcoólicas por mulheres grávidas, seus maridos e consumo de arreia pelas mulheres grávidas, são práticas prejudiciais para os fetos no útero bebés recém-nascidos”.
A negligência por parte de alguns pais faz também parte das situações que afligem as crianças. “Há pais que deixam seus bebés recém-nascidos ou crianças
pequenas. Elas são largadas sem nada, sem comida, roupa ou cuidados de saúde”, defende uma menina no estudo.
Outra preocupação apontada pelas crianças é a dificuldade que muitas famílias passam para chegar à unidade sanitária mais próxima.
Como forma de ultrapassar estes problemas, numas das intervenções as crianças defendem que o Governo precisa de ir mais às zonas rurais onde há falta de informação sobre saúde e deve construir mais unidades sanitárias e sobretudo punir as pessoas que prejudicam as crianças”.
O estudo refere que “em Moçambique, mais de 110.000 crianças morrem anualmente antes de completarem os cinco anos de idade. Entre vários factores, a malária, pneumonia, diarreia são apontadas como as principais causas da morte das crianças.
De recordar que o direito a opinião para as crianças é um dos elementos básicos da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, e o estudo realizado pela Save The Children vem responder a este desejo de que as crianças são também merecedoras a opinião sobre o que acontece com elas.
